Turismo Cannábico

Foi pensando no dia Nacional do Turismo (08.05), que o OrC escreveu esse artigo!
Hoje listaremos 2 destinos “weed-friendly” para VOCÊ botar na lista para curtir as suas férias. Todos os dados foram retirados do portal: webehigh.org e por mais que os locais tenham notas altas, é sempre bom ter em mente que nem todo mundo é a favor do uso da cannabis e que você pode ter problemas caso não tome as devidas precauções.


América do Sul: Nosso querido continente conta com algumas opções para destinos cannabicos, mas os dois locais que mais se destacam são: Montanita, Equador e Montevideo, Uruguai.

Montanita se destaca por ser uma cidade praiana, com uma arquitetura bem típica e o ponto certo para relaxar! Por mais que seja permitido portar 2 baseados, a compra e venda não é legal! Quando for tacar fogo, sempre busque fazer em locais privados ou em festas/festivais específicos… a polícia não irá atrás de quem fumar nesses locais geralmente. Por ser vizinho da Colômbia, o Equador recebe uma grande variedade de espécies como: Mango, Punto Rojo, Chola e etc. Montanita é um ótimo destino para quem quer gastar menos e curtir um clima praiano. Montevideo, Uruguai é um destino similar e diferente de Montanita ao mesmo tempo. Assim como Montanita, a capital do Uruguai tem um clima praiano, mas a cidade tem uma estética bem parecida com as grandes cidades do Brasil. Essa cidade dispensa apresentações, a cannabis é legalizada, fácil de encontrar e tem uma grande variedade de espécies. Caso vá para lá, é sempre bom pedir um “Porro” (baseado) quando te mostrarem uma espécie nova. De acordo com um relato no site, Montevideo é uma Amsterdã com um clima melhor.

América do Norte: O nosso vizinho lá do Norte vem dominando a indústria cannabica mundial, com a entrada de EUA e Canadá na jogada (México ainda está no processo de legalização). Como existem vários destinos, separamos esses dois lugares bem diferentes um do outro: Kingston, Canadá e Amesbury, EUA.

Kingston recém legalizou a cannabis para uso recreativo (a compra é somente com a Ontario Cannabis Retail Corporation) e o uso medicinal é legal desde 2001! Uma típica cidade canadense de beira lago, igual ao que assistimos nos filmes. De acordo com locais, é tranquilo de se fumar e portar cannabis, mas evite fazer isso em “bairros nobres”, a galera lá é bem chata. As espécies variam muito, de “camarões” a hidropônicas e etc. Amesbury é uma cidade com várias interpretações, permitindo o cultivo local e até a menores de idade (com aprovação do estado) podem se medicar. Pode-se dizer que essa cidade é bem similar a Kingston em vários aspectos: arquitetônico, cultural e etc. A América do Norte atualmente é um grande destino Cannabico.


América Central: Praias, comidas boas, preços acessíveis e cannabis a vontade! Esse é o Caribe, um ótimo destino para todos os públicos em várias épocas do ano. Nessa seção falaremos de Ocho, Jamaica e Cidade do Panamá, Panamá.

Ocho é uma típica cidade jamaicana, praia, sol, gente bem humorada e ganja! Por mais que o uso da ganja seja comum lá, o pais ainda tem problemas com tráfico e é sempre bom tomar cuidado com quem e aonde você vai pegar a plantinha. De acordo com relatos, a polícia é raramente vista e não incomoda turistas e a planta está presente em todos lugares (de restaurante a resorts). Cidade do Panamá é um grande centro na América Central devido ao seu porto e devido à fronteira com a Colômbia, é muito fácil de chegar ganja no país de várias maneiras. Por mais que seja ilegal judicialmente o consumo de Cannabis, portar pequenas quantidades não é um problema de acordo com os relatos do portal. Por mais que tenha uma boa variedade de espécies, a cidade trabalha muito com o Dólar Americano, então as coisas podem ser um pouco mais caras do que se espera. 


Europa: Sempre que se fala de Europa, sempre pensam em Amsterdã, BELEZA! Todos sabemos do que rola lá, mas a Europa é tão diversa, que seria um pecado se prender a um lugar. Pensando nisso, vamos listar duas cidades completamente diferentes: Sevilla, Espanha e Luxemburgo.

Sevilha uma cidade que foi ocupada por séculos pelos Omíadas/Ummayad (muçulmanos), detém uma bela arquitetura que mistura o mundo europeu e árabe/berbere, com uma cultura cannabica, que foi desenvolvida com o passar do tempo. A legislação espanhola quanto à planta, é limitada ao espaço público, então o uso em espaços privados é recomendado. Pela proximidade da Espanha com o Marrocos, o intercâmbio de espécies é algo bem comum, tornando o pais em si um lugar com grandes variedades. Sevilha foi escolhida principalmente pela junção do aspecto cannabico com o cultural. Luxemburgo é um pequeno país situado entre França, Alemanha e Bélgica. A legislação é similar à espanhola em alguns pontos, então pegue a dica de Sevilha e aplique nesse caso, só se diferencia no comportamento dos locais (de acordo com os leitores, é sempre bom evitar fumar na frente de pessoas mais velhas e evitar fazer bagunça). Luxemburgo assim como a Espanha, são países que usam o Euro, tornando a experiência um pouco mais cara! Pela proximidade com Amsterdã, a maioria das espécies são holandesas.


África: A nossa querida África é bem diversa e muito grande para descrever em tão poucas linhas… Pensando nisso, focamos essa seção na Etiópia, lar de Ras Tafari Selassie! As cidades africanas são duas cidades da Etiópia: Addis Ababa e Shashamane.

Addis Ababa é uma típica cidade grande, é a cidade mais populosa do pais, sede de instituições importantes. A legislação etíope em relação a cannabis teoricamente é flexível, a planta em si é ilegal, mas ninguém se importará se o consumo for dentro de algum estabelecimento privado. A polícia geralmente não te incomodará caso te veja, mas sempre é bom tomar cuidado com oficiais que possam pedir arrego. Alguns seguidores recomendaram levar seda, já que é difícil de encontrar para vender e recomendaram também a Sativa é o tipo mais comum, mas a Indica e o haxixe especificamente são difíceis de achar. Shashamane é a mais flexível de todas as cidades em relação ao consumo de Cannabis. Pela cultura rasta ser bem presente no local, as pessoas geralmente não se incomodarão com a cannabis em si e alguns rastas podem até compartilhar a erva deles com você caso desenvolva alguma amizade por lá. Esse escambo de plantas se dá em uma comunidade rastafári, uma terra doada por Haile Selassie após a Segunda Guerra Mundial. Devido a essa cultura rastafári, existem vários tipos, mas 3 se destacam: African Higland Weed, Gras e Rasta Kush (essa última espécie é a mais forte). Shashamane tem tantas coisas que fica até difícil de descrever tudo em um parágrafo. A recomendação OrC seria esse lugar: Wondo Genet (pesquisem, vale MUUUITO a pena).


Ásia: Outra região com muitos lugares, mas nesse caso, são poucos que são adeptos da Cannabis. Por ser um continente vasto e diverso, há inúmeras culturas, religiões e por consequência interpretações quanto ao uso de Cannabis. Ao contrario do que se pensa, algumas leis são bem flexíveis em relação à plantinha. Conseguimos juntar dois lugares, mas é sempre importante levar em conta aspectos culturais quando for para esses lugares, que são bem diferentes do ocidente. As cidades são Gazipur, Bangladesh e Bagdá Iraque.

Gazipur é um local que não tem uma legislação contrária à Cannabis, inclusive o consumo lá é algo tradicional. As variedades de acordo com o blog, tem nomes indefinidos e algumas espécies são potentes e outras se assemelham a alguns camarões daqui (chapa pouco). Apesar da legislação local, Bangladesh é um pais majoritariamente muçulmano (o islamismo abomina o uso de drogas) e preocupações em relação a vestimenta, companhias e locais para consumo devem ser constantes. Bagdá, que foi palco da guerra contra os EUA em 2003 e que foi desocupada em 2011, é uma cidade em reconstrução e a legislação com cannabis é bem flexiva, não impede ninguém de buscar a plantinha aonde estiver. Todas descrições no portal se mostram favoráveis principalmente a americanos, mas como ainda é um país fechado, é difícil de se conseguir certas informações como tipos de planta, preço e etc. Bom lembrar também que o Iraque tem uma forte presença islâmica em relação a costumes, similar à Bangladesh (por mais que um seja maioria Sunni e outro Shia).


Oceania: A última região, mas não menos importante, temos duas cidades dos lugares mais visados, Austrália e Nova Zelândia, já que os demais destinos não são muito amigáveis com maconhistas. As cidades são Brisbane e Auckland.

Auckland e Brisbane por terem um passado em comum, ambos países em que estão localizados foram colonizados pelo Reino Unido no século 16, e tudo que envolve os dois lugares esta correlacionado (exceto leis, porque os governos locais tem uma certa autonomia quanto a isso. Qualquer ato relacionado com a maconha recreacional em Brisbane é ilegal, a cannabis só é descriminalizada em alguns seletos estados. Ao contrario de outros países citados, a Austrália leva esse assunto MUITO a sério e há relatos de turistas que tiveram problemas então é melhor ser discreto(a). As variedades são muitas, mas as locais se limitam a flores (hidropônicas), enquanto extrações geralmente são importadas. Auckland é uma cidade arquitetonicamente similar à Brisbane, mas as leis em relação a cannabis são diferentes: a posse de mais de 28g é crime e o uso recreacional também, ao contrario do medicinal. A discrição é essencial para consumir cannabis lá, assim como na Austrália. As espécies são bem difíceis de documentar, devido aos fornecedores não ligarem muito para isso (segundo turistas de lá), mas descreveram que as seguintes espécies já foram encontradas lá: Purple Haze, White Rhino e Orange Ruffie.

Com isso fechamos nosso tour cannabico pelo mundo, cobrindo todos continentes, listando prós e contras de cada local. Para reforçar, é sempre bom levar em conta aspectos culturais/religiosos de cada lugar! Dito isso, o que resta é desejar uma boa viagem para todo mundo. Viva sua onda!