Uma breve história do Tabaco

Ninguém sabe como o tabaco foi descoberto e nem onde ele “nasceu”, mas essa plantinha, que já foi conhecida como erva santa, tem muita história para nos contar! A história do tabaco até onde sabemos, começa a 8000 anos atrás, a localização exata? Ainda é desconhecida… alguns citam Peru e outros preferem o México! O relato mais verossímil que temos é da utilização do tabaco em rituais religiosos e uso medicinal da planta pelos povos Mesoamericanos e Norte Americanos devido à presença de restos de cultivo de tabaco em lugares como High Rolls Cave, Novo México, que devido à quantidade de carbono presente, estima-se que a plantação seja de 1400 a 1000 AC. Acredita-se também que a planta fosse um tipo de “remédio milagroso” para os povos originários, já que é analgésica. De acordo com o Guia de História Natural da Califórnia e com o livro: Economic Aspects of Tobacco during the Colonial Period 1612-1776 (Aspectos Econômicos do Tabaco no Período Colonial), os povos indígenas locais utilizavam o tabaco (como fumo numa mistura de ervas ou como cataplasma) para tratar dores de dente e ouvido e servia também como moeda de troca por volta de 1620, por exemplo. Chegando no século 15, mudamos completamente a perspectiva graças aos europeus, mas o propósito da sua utilização era o mesmo dos indígenas. Apesar de haver poemas com relatos de povos greco-romanos e espanhóis (o último é de 1276) sobre as sementes da planta, o tabaco era um desconhecido em terras europeias até Cristóvão Colombo voltar de sua expedição à Hispaniola (atual Haiti) com um presente dos Caraíbas. A partir desse momento, toda história do mundo mudaria. Por se popularizar no continente europeu, a planta foi batizada de erva santa, a demanda aumentou e os colonos passaram a produzir mais, mas precisavam de mão de obra para manter o fluxo e utilizaram de um meio nada santo: o infame Comércio de escravos no Atlântico. Pela alta da demanda, por ter uma série etnias/países em conflito na África (e por ser um continente bem próximo das Américas) e por terem dinheiro (o Mercantilismo estava bombando), os europeus compravam pessoas de líderes locais, transportavam para as colônias e vendiam como um produto para serem escravizadas e trabalharem em feitorias, plantações e etc. Na Europa e Ásia, tabaco era sinônimo de cura, felicidade (apesar de sofrer resistência no Império Russo, na Inglaterra e no Império Otomano)! Era utilizado por Catarina de Médici (rainha-mãe da França) para suas dores crônicas de cabeça, na Suíça se desenvolveu a prática de mastigar que dá uma leveza e um ar de embriaguez de acordo com Conrad Gesner (físico e fisiologista), na Espanha se desenvolviam estudos que apontavam o tabaco como remédio para 36 tipos de doença, na Anatólia (atual Turquia) se popularizou tanto, que até crianças usavam.. Enquanto nas Américas, apesar de termos o fato da tradição do tabaco passar para os povos de origem africana (o que gerou em várias práticas religiosas e medicinais), temos mais a perspectiva do mercantilismo voraz atuando por aqui. Passado todo esse processo de glamourização e exploração, chegamos ao século 21, onde sabemos muito bem quais são os efeitos e momentos que essa plantinha nos proporciona no cotidiano. Já parou para pensar que cada vez que você senta, relaxa e dá uma tragada, você está mantendo viva uma tradição de mais de 8000 anos? Pois é! Caso queira o tabaco CERTO para ter essa experiência milenar, então Yerba é sua melhor opção! Um abraço do Orc.